terça-feira, 11 de março de 2008

Autoconhecimento

De uns anos para cá muito se tem muito falado da necessidade desse tal 'autoconhecimento'. Quem foi que nunca ouviu isso?
Em questões espirituais é necessários conhecer a alma, os pensamentos, entender das coisas superficiais às mais profundas, aquelas que ficam em nossa sombra.

Quando se fala de exercício físico, é preciso conhecer os limites do corpo: até onde eu posso ir sem me prejudicar? Quanto meu coração, pulmão, músculos agüentam? E minha cabeça, suporta esse tipo de exercício?

Em saúde é preciso conhecer o que o corpo tem em excesso e o que falta. Conhecer o histórico familiar também ajuda, pela tal da hereditariedade. Autoconhecimento na saúde auxilia na prevenção de doenças e correção de distúrbios.

Até em sexualidade é necessário o autoconhecimento, para alcançar o prazer é preciso conhecer seu corpo, vê-lo, tocá-lo, senti-lo, amá-lo.

Autoconhecimento parece ser a chave de tudo, e, na minha modesta opinião, é mesmo. Não é um processo fácil, e pode até não ser agradável, mas é recompensador. Parece um quebra-cabeça sendo montado, e a figura que se forma somos nós.

Conhecer-se poupa de uma experiência nada boa chamada decepção, quem nunca se decepcionou consigo mesmo? Quem já chegou a desrespeitar seus limites - sejam físicos, mentais, emocionais - e se machucou tanto que as cicatrizes voltimeia sangram.

Quem não se conhece sempre terá decepções consigo mesmo, sejam pequenas e bobas ou enormes frustrações. Claro que há situações [quase] impossíveis de prever, que só ali, na hora, no calor do momento tomaremos uma decisão.Um exemplo dessas situações é: Você foi seqüestrado(a) e sabe que quem fez isso irá te matar, só há uma chance de se livrar disso, matando o seqüestrador. Você o mata?

Sim, é uma situação meio 'Jogos Mortais', mas não deixa de ser uma possibilidade. Ainda mais em tempos em que ser assaltado é tão comum quanto trocar de roupa.

Outro fator importante é a auto-estima. E nós, adolescentes, sabemos bem disso! Entre as crises existenciais, as relações de amor e ódio próprio, sentimos uma necessidade ardente: o autoconhecimento. É a época em que a personalidade se forma, que nos conhecemos (ou deveríamos), que decidimos se gostamos disso tudo ou não.

Para alguns pode parecer bobo, mas a relação entre auto-estima / autoconhecimento é bem lógica, afinal como estimar algo que não conhecemos, no caso, nós mesmos. Como saber se gosto disso ou daquilo se nunca experimentei? Se conheça e se ame (ou se odeie!).

A questão que me fez escrever não foi dita ainda, eu, como boa adolescente e uma futura-possível-bruxa, sempre senti necessidade de me conhecer, de entender minha luz e minhas sombras, de entender meus muitos eus, meus vários contrastes. Meu foco sempre foi meu interior: alma, mente, coração.

Esses dias, em uma fase 'menininha', pensando em coisas como cores que combinam comigo (fisicamente), cores e truques de maquiagem para o meu rosto e coisas nesse sentido, me deparei com perguntas que me fizeram parar para pensar. Eram perguntas como: olhos pequenos ou grandes, juntos ou separados, boca bem desenhada ou sem definição, lábio superior maior ou menor, pele seca, mista ou oleosa.

Percebi uma coisa, que eu até diria ser estúpida, mas é importante. Eu, sempre tão preocupada em me conhecer, não sabia, sem olhar no espelho, o tipo dos meus olhos.

Eu sei que tenho nariz grande, boca fina, sobrancelhas vastas, olhos castanhos escuros com um desenho que gosto, mas não sabia muito mais que isso.

Parei para pensar, como posso conhecer meu interior se não sei nem como é minha 'casca'? Não sabia meu tipo de cabelo (misto), nem minha pele (também mista), e ainda não sei definir minha cor de pele, sou clara, mas não completamente branca (vide atrizes americanas rs).

Pensando nisso tudo agora, acredito o autoconhecimento deva ser de fora para dentro, mas o fora não é o mundo, mas o corpo. Conhecer o corpo pode e deve ser uma das fases do autoconhecimento.

Alguém mais espiritual poderá dizer que e o corpo morre, mas a alma não, logo ele não é você. Mas ele não morreu ainda, e saber viver o agora é importante também, conhecer-se é importante, e meu corpo, momentaneamente, sou sim!

Antes de 'me jogar' em uma meditação, vou me postar frente ao espelho e saber quem sou eu.E vocês, como lidam com essa questão de autoconhecimento?

10 comentários:

*Lusinha* disse...

Autoconhecimento e ter auto estima é essencial par ao que você mesma disse: para sabermos de nossos limites.
Bjitos!

Tathiana disse...

Pra te dizer a verdade, pra mim o auto-conhecimento é tarefa hercúlea, infindável. Sempre descubro algo novo sobre mim mesma, sempre me surpreendo comigo...
Beijos.

Lizzie disse...

Oi Ro!
Sabes, meu penúltimo post é sobre isso: autoconhecimento. É necessário sempre, em todas as etapas da vida.

Bem...Em primeiro lugar, quero pedir sinceras desculpas pelo sumiço. Tive alguns probleminhas na hospedagem do blog e só há pouco tempo consegui resolver por completo. Agora [graças aos céus!] está tudo bem, e tudo em ordem.
Também venho aqui p'ra convidar-te a ir lá no blog, comemorar comigo as 112.000 visitas, das quais fizeste parte e sou muito grata.
Passa lá pra comer um bolinho comigo, ok? Te espero.

Beijocas.
www.lizziepohlmann.com

disse...

*Lusinha*: Uhum!! Essencial para a felicidade!
Bjos


Tathiana : Somos duas! Às vezes isso me desespera, mas normalmente eu entendo, e até gosto, é um objetivo para mim!

Bjos


Lizzie: Eu entendo, moça! Nem precisa se desculpar.
E o bolo vai ser de que? rsrs
Parabéns!!! As visitas são reflexos da qualidade do seu blog, querida!

Bjos e passarei sim!

Vitória disse...

Talvez eu não me conheça nada ou se conheço, odeio tudo isso. Sim, é verdade, eu me odeio. É triste essa situação, mas é a verdade. Bem, não estou num dia muito bom. O pior é que não vejo o fim para esses dias...

Arthur Silva disse...

Oi Rô...
Que coincidência boa a música que eu coloquei no meu blog ser a que tu queria descobrir. Eu entendo como é abrir vídeos com discada. Faz pouco tempo que eu tenho banda larga, e eu sofria muito com a discada para fazer downloads e ver vídeos, se bem que a minha banda larga não é tão rápida assim tbm...

Essa fase de autoconhecimento é exatamente a pela qual estou passando. É mais um conhecimento de personalidade, sabe, eu até bem pouco tempo tinha dúvudas sobre a faculdade de direito, mas hoje eu sei que quero realmente isso. Estou descoobrindo muita coisa. É estranho mas nessa idade dos 18, na qual estou, passamos a ver coisas que nos passavam despercebidadas.
Adorei seu post. Parabéns.

 Fabíola Weykamp disse...

Até uns três anos atrás, eu só sabia dizer que eu era estupidamente rígida, comigo e com as pessoas. Ridiculamente grossa, e intranqüila. Não trocava duas ou três palavras sem gritar e bater porta (que bela companhia, heim?)...
Pois bem, foi num desesperador ataque de lucidez (ou não) que eu percebi que eu era muito mais que aquilo que mostrava ser. Foi entre revoltosas idas à terapeuta que eu descobri o quanto é bom olhar para dentro e procurar sempre deixar que as coisas fluam, que a criança cresça, que as dúvidas encontrem suas respectivas respostas, que as feridas internas curam, e como é bom conversar com as pessoas sem gritos.
Em meio de idas mais amenas ao consultório, e reflexões em demasiado, hoje sei que é muito bom saber quem somos, e o que queremos para nós daqui uns anos. Como é bom saber que se faz progresso tanto interno como externo. Como é bom conquistar uns aqui e outros acolá. E mesmo que o meu mundo ainda seja pequeno e monótono, como é bom fazer as malas e conhecer os outros tantos que há por ai. E esse autoconhecimento reflete também numa busca de sincera harmonia com o lado de fora, tanto como o corpo que é nosso, como as pessoas que nos cercam.

Adoro esses assuntos!!

Beijão, Rô! Que a harmonia parta de ti, de dentro pra fora.

Camilla disse...

Esses dias estive pensando nisso. Ultimamente tive que aperfeiçoar bastante a arte do auto-conhecimento por motivos de saúde. Conhecer meu corpo, aquilo que me faz bem ou que faz mal, mudar alimentação. O nosso corpo é uma máquina, se uma das peças falha, ela não funciona corretamente. Agora venho percebendo mais claramente. Tudo está interligado em nós. Não é possível viver de bem com o mundo se não estamos bem com nós mesmos. A auto-estima está interligada sim ao auto-conhecimento. Se eu me conheço, eu sei das minhas limitações e das minhas potencialidades, e assim, saberei o que tenho de bom para me colocar pra cima. E como vc mesma disse, como vou amar algo que nem conheço?

Gostei bastante do post. Parabéns! Conhecer a nós mesmos antes de tudo.

Beijos

=)

Jacinta disse...

Acho que somos um todo, corpo e mente que nos torna pessoa. E como pessoa, vamos aprendendo a nos conhecer. Penso que o primeiro passo para o autoconhecimento é se aceitar como se é, tendo como meta que somos feitos para o crescimento e o desenvolvimento pleno como pessoa. Então moça, muito oportuno seu texto, pois é o corpo, como um todo, que se afeta com as emoções - boas ou ruins -
Beijos
Jacinta

disse...

Vitória: Blah...esses dias acabam, volta e outra voltam. Mas acabam, você vai ver! Se conheça e aprenda a se amar (é foda, eu sei, mas deve ter um jeito!)



Arthur Silva: Concordo, a adolescência é uma fase de auto-conhecimento, e acho que os 18 anos (também estou nisso rs) é a fase em que começamos a por na balança o que descobrimos. E a cada dia mais
continuamos descobrindo algo! Brigada, moço!

Fabíola Weykamp: É uma delícia mesmo ver o progresso!! Parabéns pelo seu...que ele não pare (nunca!).
Também adoro esses assuntos e muita harmonia para ti também!

Camilla: Obrigada pelos parabéns, moça! Tudo está mesmo interligado, isso se vê muito na medicina oriental, que eu acho muito interessante! Também preciso conhecer mais meu corpo, por saude também...mas essa minha mania de deixar tudo para amanhã...ai!

Bjos

Jacinta: É verdade, eu não tinha pensado nesse ângulo!!! O corpo se afeta mesmo com as emoções!
Bjos