quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eu, Montanha


Estranho estar onde se queria estar, é como subir uma montanha alta, sentir aquele frio tomando todo ventre, você se esforça para chegar ao topo e, a chegada é extasiante, você conseguiu! Subiu cada centímetro daquela terra, escorregou algumas vezes, tropeçou muitas, sentiu falta de ar, achou que não conseguiria, pensou em desistir, mas não, continuo e quando menos esperava o topo se mostrou com toda sua imponência.
Aquele sentimento único de conquista se apodera do seu ser, você lutou, sonhou, buscou, desejou...conseguiu! Por alguns minutos aproveita todo o sentimento, a ansiedade te deixa em paz durante esse tempo, a única coisa que você se permite sentir é essa honra, você pensa em quantas pessoas tentaram, tentam e ainda tentarão, quantas desistiram no meio da montanha quantas voltaram só de olhar para cima. Por poucos instantes você se sente o dono da montanha, não consegue esconder o sorriso, enche os pulmões do ar puro da vitória, sente o arrepio que passa pelo corpo arrepiando os pêlos, a excitação...é perfeito.
Olha para baixo, vê todo o horizonte, algumas coisas acabam se tornando pequenas, outras, mesmo do alto, continuam gigantescas. A paisagem é linda, você a merece, lutou por ela, conquistou-a.
Fecha os olhos, puxa todo o ar possível para os pulmões e aproveita os últimos segundos daquela sensação, daquela visão, então, se volta para as pedras novamente e, só então, percebe: depois que se alcança esse pseudo-topo a montanha continua se erguendo, ainda mais majestosa, ainda mais imponente, é como se ela te encarasse, dizendo "Pobre criança, você ainda não alcançou nem metade, o topo está tão distante e, você, tão pequena e insignificante, acreditando que já tinha me domado. Tsc tsc...crianças!".
Todo o sentimento de extase foge do peito, ainda há tanto para subir, você se pergunta se é realmente capaz, se realmente quer continuar, e principalmente, se pode continuar, se tem capacidade suficiente. "Quanto tempo eu agüento sem ajuda de oxigênio? Será que tenho a sensibilidade necessária para continuar subindo, saberei em que pedra pisar, onde me apoiar?".
O medo toma conta do extase, a montanha, antes amiga, se torna inimiga, tudo ao redor toma proporções gigantescas, apenas você diminui, um ser insignificante frente a um monstro do tamanho...do tamanho... de uma montanha. A ansiedade mais uma vez toma o peito, mastiga os nervos e engole toda calma, tudo precisa ser feito logo, tudo precisa ser rápido! "Tenho uma montanha para subir, ela não espera, preciso correr!"
Entre temores e ansiedades, você respira um pouquinho, vez ou outra se lembra da conquista, não é tão pseudo assim, afinal, você deu o primeiro passo, alcançou o primeiro objetivo e, que graça teria se parasse por aí?
É nessa hora, quando você toma consciência que uma conquista, por menor que seja, sempre será uma conquista, que percebe: a montanha, a real montanha, a que te encara, te provoca, te cobra, te diminui, tem um rosto conhecido, trejeitos familiares, ela é o pior inimigo do ser humano, o próprio ser humano. Você vê que a montanha começa a tomar forma humana e, estupefata, percebe que é como olhar um espelho, a montanha é você. É você que se cobra, é você que se intimida, é você seu principal inimigo.
Essa descoberta te amedronta e tranqüiliza ao mesmo tempo e, é, durante ela que percebe vozes ao seu lado, que te apóiam, que acreditam em você. Percebe também que tem sempre aquela voz mais sussurada, sempre ao pé do ouvido, que te conhece melhor que ninguém, que durante a escalada segura sua mão, te puxa e se, puder, te carrega para cima a força.

A voz que te ajuda na luta contra você mesmo...

A voz que me ajuda na luta contra mim mesma...

Continuo em batalhas diárias contra minha montanha, alcancei um objetivo e, agora, luto pelo próximo. Vez ou outra a montanha me encara e tira toda minha confiança, então, a voz vem, ou eu mesma, e retomo o controle. E assim vou, em caídas e recaídas em busca do próximo objetivo, lutando para não cair desse e perder tudo que alcancei.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dezenove

Quase um mês desde o último post que segui terminava com "to be continued", e esse não sera exatamente a continuação daquele, mas será. (Deixo tudo muito claro como sempre!rs)

Muita coisa mudou desde que eu tinha dezoito aninhos até agora, nos meus dezenove e um mês. rs. E é verdade, mudou mesmo, nunca um aniversário me trouxe tanta coisa nova.
A comemoração por si só já foi perfeita e, me dói saber que quem a fez ser tão perfeita, teve um aniversário péssimo por essa que vos fala, mas...ainda consertarei isso!
Flores roxas, livro, bolsa, morangos, beijos, amor...perfeito.

Foi também no meu aniversário que finalizei meu portfólio on-line, tomei vergonha na cara, fiz um mais simples do que queria, mas com tudo que precisava pôr de conteúdo, claro que ainda falta muito, mas ele já me rendeu duas entrevistas (uma que será amanhã e a outra que foi sexta retrazada) e um estágio. Sim, um estágio! E tem como ficar mais feliz? Vou estagiar em uma agência de publicidade, coisa que sempre sonhei com aquela ponta de "será que vai acontecer?".

A cena agora é colorida, as árvores estão verdinhas, exibindo majestosas frutas suculentas, a grama cresce e o orvalho fino recobre a paisagem, dando ainda mais brilho. O sol banha com seus raios amarelos a paisagem, se joga em meu rosto e me aquece, vez ou outra uma brisa suave me acaricia a pele e eu sorrio, com as cócegas que o ar me faz. A terra quente em que me sento me aceita com um filhote em um ninho, e vez ou outra eu tomo a água do rio que corta a estrada, brinco em sua água e sorrio mais uma vez. Ainda há muitos destroços da paisagem, coisas que realmente não pude arrumar ainda e outras que deixei passar, mas pouco a pouco as coisas vão tomando seu lugar.
Meu coração, contraditório, vez se parece afogar em si mesmo fingindo não ver a paisagem e, mais uma vez me fecho em mim, porém, eu acordo e revejo tudo, sorrio de novo, penso como alguém pode se dar o direito de ter o coração pesado com tanta coisa boa acontecendo.
Ainda há muita coisa para arrumar, um coração para limpar, uma mente para organizar, e vou fazendo isso aos poucos, tentando não me deixar meu coração voltar a se afogar.

Nesses vaievems da vida, eu vou indo, aproveitando as paisagens verdes e me afogando na escuridão, e no espaço eu sinto o amor florescer das flores secas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O fim do fim, começo do início

Sentada, abraçando meus joelhos observo o ambiente, a tempestade de outrora se transformou em uma garoa fina e tranqüila, completamente diferente das gotas pesadas e doloridas que caiam anteriormente. As gotas leves misturam-se a minhas lágrimas, que caem sem nenhum esforço, apenas se soltam sobre a face.
O quadro é todo cinza, um deserto cinza, as poucas árvores são desse tom e não tem mais folhas, seus troncos secos se mostram imponentes e não se importam com todo o resto. O céu ainda exibe as nuvens espessas e acinzentadas da tempestade que passou, sinto que se erguer meu braço posso pegar o ar, tão pesado que esta. Há destroços em tudo que olho, pedaços de minha vida estão ali, jogados, destruídos...pedaços de mim. Muita coisa boa se quebrou, mas também coisas ruins.
O cinza me oprime, me sufoca, mas sinto a esperança aumentar a cada minuto em meu coração ferido, e a cada vez que a brisa leve toca meu rosto sinto vibrar a paz em meu peito, é quando vejo um pouco de cor. Eu posso respirar agora, mesmo que seja esse ar espesso, e eu encho meus pulmões, sinto a energia da vida de volta as minhs veias.
Meus pensamentos voam por tudo que está ali, algumas coisas perdidas, outras esperando que sejam reconstruídas, há ainda as que precisar ser construídas. Vejo alicerces para erguer, paredes para subir...há muito que precisa ser feito.
Minha maior preocupação é reconstruir tudo da maneira certa, não quero mais bases fracas, construções frágeis.
Vejo um relógio quebrado, ao lado de uma agenda desfolhada, uma ampuleta quebrada exibe sua areia, que escorre pelas rachuras, e eu percebo que é isso que devo fazer primeiro: consertar os relógios, organizar meu tempo. É o que farei, enquanto o próprio tempo me puxa para dentro dele e me dá mais 365 dias completos.
Renascerei...

[...to be continued...]
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Tempestade



O furacão chegou silencioso, bagunçou um pouco as coisas pelo caminho até aqui, mas foi só quando chegou que pude perceber o tamanho do desastre.
Tirou pouco a pouco as coisas do lugar e, então, tudo estava rodando sobre minha cabeça. Eu não podia respirar, eu mal consegui me mover, meus olhos tinham areia e, não podia ver, meus ouvidos só escutavam o som abafado do furacão.
Faz tanto tempo que ele se aproximava, eu sabia, meu coração sentia, só não admitia. Minha alma ouvia seu aproximar silencioso, mas fechou-se e fingiu que era uma tempestade qualquer, não era. Não é.
Agora estou aqui, no olho do furacão, onde há calma, aquela falsa e plastificada calma, levitando enquanto vejo tudo ao redor desmoronar, todo o pouco que tenho ruir. Quer me jogar ao chão e chorar, correr e fugir, me esconder em um esconderijo seguro longe de toda a confusão, mas o furacão não permite, ele me prende e me obriga a ver tudo, sem poder fazer nada.
Poucas vezes é possível sentir uma brisa suave e calmante que dá um fôlego novo, que enche de esperança e ajuda a suportar, é o que me lembra que depois de toda tempestade vem o sol, não importa quão forte tenha sido o furacão. Porém vez ou outra eu sou só uma folha ao vento esperando ser apenas pó.
No meio disso tudo continuo vivendo, não dá para pausar a vida, nem pedir para que ela espere a tempestade passar.

Eu só preciso de um porto seguro, algo que me prenda ao chão...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Soma Feminina




A maior dificuldade que eu tenho nessa minha vida com certeza é essa coisa, óbvia, de eu ser mulher.Os homens nunca vão entender isso, mas ser mulher dá muito trabalho! Vocês acham que não nos entendem, então, imagine não se entenderem, meus queridos e, poderão imaginar a complexidade dessa garota que vos fala.Nós mulheres temos essa coisa irritante da esperança, é nós somos esperançosas, e não, isso não é bom. Não importa o que seja, não importa o quão impossível, nós acreditamos! Temos esperança que os céus olhem por nós e aconteça em um milagre.Acreditamos que se nós arrumarmos bastante ele vai reparar, que hoje pode não ter reparado, mas amanhã é só pôr aquele esmalte cor de sangue e ele vai notar. Temos também isso do drama, usando o mesmo exemplo, a moça vai lá no salão corta muito o cabelo (as pontas, no máximo três dedinhos...não, queridos, dedo de medida não dedo da mão) e quando o namorado vem ver chora até a última gota de líquido do corpo porque ele não reparou. Detalhe que além do corte mínimo, estava de noite e ela prendeu o cabelo, mas isso não é desculpa, ora! Homem que é homem tem que reparar no dedo mindinho da mulher!É, e agora una essas duas características: esperança + drama.Você sabe que é impossível, sabe que não vai acontecer, mas você tem esperança, sabe que por mínima que possa ser a possibilidade existe e acredita nela como se sua vida dependesse disso. Mas, obviamente, não acontece. É ai que o drama começa: como pode não acontecer? Tinha tudo para dar certo!Não, não tinha nada para dar certo. Havia milhares de coisas que indicavam que era impossível, mas você acredita, tem fé! Mulher brasileira, então...Céus! Sabe aquela coisa do brasileiro não desiste nunca? É, para mulher brasileira é nunca mesmo, porque o bicho insistente! Temos fé no país, nas pessoas, na política (nos políticos!), na família, no casamento, na profissão...e a pior de todas as fés: no homem!Nós não só temos fé neles, como acreditamos, confiamos...temos certeza absoluta que ele é diferente de todos os outros. E é. Cada um é de um jeito...(oh, a esperança ai, minha gente!)É herança, gente! Das mulheres de Atenas, das esposas, filhas, irmãs e mães de guerreiros e soldados. Que esperavam sempre que seus homens voltassem inteiros...é, continua no dna!Agora faça a conta: esperança + drama + fé + insistência + tpm + pecado original e origem da sabedoria (assunto para outro post) + manter se no salto, com as unhas feitas, cabelo bem cuidado, pêlos depilados + ser boa mãe, profissional, esposa, dona de casa + a dor de cabeça que os homens dão.O resultado é simplesmente: mulher, não dá outro, não tem como simplificar mais.Por isso, queridos homens de plantão, dêem nos um descanso, aceitem nossos dramas, entendam nossa esperança, porque somos assim, simples como uma equação de física quântica.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Aquarela


É como se eu recuperasse a moça imatura que passava madrugadas entre livros e papéis em branco, que logo se sujavam com suas crises existenciais e seus sonhos sem sentido.É como se ela estivesse de novo dentro do meu corpo, como se nossa alma fosse compartilhada novamente.

Eu a sinto pulsando em minhas veias a cada tombo, quando as feridas novas (ou antigas) voltam a sangrar, ou apenas latejam.

Vejo seu reflexo no espelho sempre que essa vontade de escrever me toma, quando criar se torna mais que desejo, uma necessidade. Seu reflexo é colorido, porém são tons pastéis, que a cada lágrima se desbotam mais.Essa moça me diz que mais uma vez eu devo migrar, deixar esse canto e ir em busca da nova fase, mas não posso, não agora, não já. Aqui é minha morada, "Lar doce lar" como há muito tempo eu não tinha.

Essa mesma moça me faz ver que por mais que pareça que não, nosso passado sempre estará em nós. E por isso, ela me dá esperança. Se ela, a jovem revoltada, está em mim, a outra, a doce criança, se mantém em minha pele, se enrosca em meu peito...

Cada letra aqui deixada é um alivio pro peito, é como sentir a vida correndo novamente. Assim eu sigo, suspirando entre as vírgulas, tomando fôlego nos pontos finais e, esperando...o próximo capítulo.

sábado, 16 de agosto de 2008

Sonhos




A moça, que julgava não ter sonhos, se via ali, sentada, imaginando como alcançar seus pseudo-sonhos. Sim, ela tinha sim sonhos. Era fato. Sua mente fingia não se importar com o que seu coração insistia em não esquecer, planejava inconscientemente táticas para alcança o que queria.
Era bom poder sentir o coração pulsando por algo, deixou então que a mente se importasse. Permitiu-se preocupar com o futuro, se seus sonhos seriam ou não realizados, se um dia poderia dizer que estava onde queria estar.
Fechou o livro, não conseguia mesmo se concentrar naquelas palavras que ligação nenhuma tinham com seus sonhos. E o planejamento tornou-se consciente.
Queria organizar seu tempo para correr em busca de seus sonhos, de todos eles, por menores que fossem.
Pensou nisso até que o sono lhe alcançou, apagou as luzes e dormiu, que o abraço de Morpheu trouxesse-lhe outras espécies de sonhos.

domingo, 15 de junho de 2008

Quem é vivo sempre aparece

Não, eu não morri! Mas minha vida ficou uma bagunça, aliás, ela já estava uma bagunça faz um tempo e, eu demorei para tomar atitude. Junte isso a um emprego (sim, señores, agora eu volto para a estátistica dos EMPREGADOS!), às provas da faculdade e a trabalhos freelancer (ou algo assim) e...BoOm! O resultado é total falta de tempo.Sexta as provas acabaram e essa semana tenho vista de prova, acho que não fui muito mal em nenhuma.Vida bagunçada para mim é resolvida de um jeito simples (simples?) peço um tempo de tudo e arrumo o quarto! Separo as roupas que não uso mais, jogo fora os papéis que não uso e toda tranquerada que vou guardando sem nem querer e, ao mesmo tempo, vou jogando fora os pensamentos velhos,limpando as feridas, organizando a cabeça e a alma, polindo o coração. E assim consigo me arrumar.O novo emprego é temporário, mas veio em boa hora, participei de um processo seletivo da Secretaria da Educação no começo do ano e passei. Consegui uma vaga na minha cidade (sim!) e agora estou trabalhando na secretaria da escola que estudei desde a 1ª série até o 3º Colegial.Foi por esses motivos que sumi, mas logo entro de férias da faculdade (Férias mesmo, faculdade semestral!) e de recesso do serviço (2 semanas!), e terei mais tempo pra os blogs novamente e para colocar a leitura em dia!
Eu pretendia que esse post fosse mais poético, mas tudo bem, vai ser só para explicar o sumiço mesmo!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Meu baú

Encarei minha alma de frente, fixei os olhos em meu coração, busquei no lugar mais fundo, no canto mais escuro de mim. Vasculhei lembranças, [re]organizei pensamentos.

Encontrei pó e caixas fechadas, segredos trancafiados contrastando com portas escancaradas, fotografias desbotadas coladas em papéis velhos cheirando a mofo.

Passei por tudo isso e fui mais fundo, encontrei um baú negro como ébano com um cadeado que reluzia. Não havia um milímetro de pó naquela caixa enorme, parecia ter sido colocado a pouco.

Forcei a tampa, ela não abriu, puxei o cadeado e era de aço, aquele baú todo era imponente, parecia impossível de se abrir.

Senti um peso no pescoço, uma corrente pendurada que eu nunca havia visto, a corrente era comum, mas havia um pingente em forma de chave. Não, era uma chave realmente, bonita e floreada. Segurei e senti como era gelada, firme, como o aço do cadeado.

Tirei o colar e testei a chave no cadeado, encaixou.

Um vento gelado bateu em meu rosto e deixou um peso em meu coração, senti uma angústia fechando minha garganta, algo amarrando meus pulmões. Senti medo e dor regados com frio.

Era como a caixa de Pandora, mas eu não podia deixar de abri-la. Meus segredos deviam estar ali, minhas vontades, meus sonhos, meus desejos...todas as respostas que sempre procurei em vão. Era preciso abrir, por mais horrendo que pudesse ser, era preciso encarar-,e de frente, sem rodeios, sem meias-palavras.

Abri.

O baú estava vazio! Não havia um misera resposta, um pequeno sonho, não havia nada ali.

Senti as lágrimas caindo, aquecendo meu rosto, meus lábios contraindo, cerrei os dentes e chorei até não haver mais nada em mim, até tudo que eu tinha de bom ou de ruim se esvair em líquido pelos olhos.

Recostei-me nas paredes da minha alma, e respirei fundo, aspirei aquele ar fétido e tentei limpar meus pensamentos.

Foi quando vi, um número gravado ao lado da caixa, parecia feito com canivete, era fundo e torto. Passei os dedos pelos sulcos na madeira contornando as marcas do número quatro. Suspirei como se me sentisse aliviada, alguma coisa sobre mim era revelada. Olhei novamente o baú e havia um papel rasgado, em marcas quase imperceptíveis li a sentença: INVEJA.

Era eu...era meu...a inveja.

Não era uma resposta, não era um sonho ou um desejo, mas era uma paixão, uma fixação. Era algo, era palpável...era o início de uma nova caminhada.


Quer encontrar seu baú? Procure por eneagrama!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Há esperança!

Aprendendo a me equilibrar curva a curva de asfalto filosófico, me perdendo em meus próprios pensamentos loucos, me encontrando em cochilos rápidos, procurando a poesia que o tempo levou de mim, tentando unir palavras que minha cabeça esquece, desejando uma máquina que guarde pensamentos...e assim eu vou, caminhando com as pernas imóveis, percorrendo caminhos idênticos: ora reais, ora mentais.
O painel cheio de luzes me chama, me convida, tento adivinhar para que serve cada luz, sigo em um jogo sem vencedores, onde os jogadores sou eu e mim mesma. E o tempo passa...as noites vão sempre iguais.
A menina segue procurando a mulher, jurando que erraram na receita e colocaram uma alma masculinizada demais para uma pessoa tão pequena. Sem saber se ser menina-mulher-homem é mais um dos muitos contrastes, sigo, tentando crescer, feminizando meu ser sem perder a acidez masculina nem a inocência da menina.
Escrevo, sem encontrar a poesia. Pensando que se poeta não combina com minha alma, quem dirá poetisa: títulos doces demais para meu acre sabor.
Penso em quantos mais percebem que se na mão direita tenho uma borboleta amarelo sol, na esquerda tenho um corvo negro noite. Sigo, sem saber se é tudo coisa de uma cabeça fértil demais...
Desisto de poetizar minhas palavras, já devo ter acostumado com a praticidade. É fato: PERDI A POESIA! Deixei de lado os floreios, esqueci onde deixei os rodeios literários. Consumou-se: ME PERDI!
Há alguns anos todo meu eu era recheado de palavras, vírgulas e pontos. Quantas noites em claro manchando papéis, canetas destruídas nessa pequena mão, palavras desperdiçadas no vento da noite, sonhos vomitados em cadernos velhos. E hoje? O que tenho?
Se foram as palavras, perdi a literatura, esqueci os fonemas, desperdicei as figuras de linguagem. Enfim: GASTEI TODO MEU VOCABULÁRIO! Até aquele que eu não tinha.
Nesse parágrafo eu diria do arrepio frio que me passava à espinha durante as horas perdidas em poemas e contos, do prazer macabro e gélido que me trazia. E da falta que me faz...mas,de repente, ele voltou, escrever em códigos me excita novamente. Fecho os olhos e o sinto aqui, o arrepio, deixo que ele erice cada pelo da minha coluna, sinto minha pele repuxando junto com meus lábios em um sorriso discreto, sincero.
Talvez eu ainda tenha salvação, talvez, só talvez, as palavras não tenham fugido para muito longe, e ainda exista chance de eu correr atrás delas. Pode até ser que algum dia minha poesia se torne literatura de verdade, e não seja somente esses rabiscos virtuais e sem muito sentido.
Esse sonho de criança ainda está vivo, mas tão longe, tão distante, que o arrepio vem acompanhado de olho marejados. Minha única arte é a escrita, meu único dom são as palavras, mas nunca fui suficientemente bom para mim, eu quero mais, preciso de mais. Mais inspiração, mais talento, mais qualidade, mais poesia...
Preciso de mais eu?

...esperança...

terça-feira, 11 de março de 2008

Autoconhecimento

De uns anos para cá muito se tem muito falado da necessidade desse tal 'autoconhecimento'. Quem foi que nunca ouviu isso?
Em questões espirituais é necessários conhecer a alma, os pensamentos, entender das coisas superficiais às mais profundas, aquelas que ficam em nossa sombra.

Quando se fala de exercício físico, é preciso conhecer os limites do corpo: até onde eu posso ir sem me prejudicar? Quanto meu coração, pulmão, músculos agüentam? E minha cabeça, suporta esse tipo de exercício?

Em saúde é preciso conhecer o que o corpo tem em excesso e o que falta. Conhecer o histórico familiar também ajuda, pela tal da hereditariedade. Autoconhecimento na saúde auxilia na prevenção de doenças e correção de distúrbios.

Até em sexualidade é necessário o autoconhecimento, para alcançar o prazer é preciso conhecer seu corpo, vê-lo, tocá-lo, senti-lo, amá-lo.

Autoconhecimento parece ser a chave de tudo, e, na minha modesta opinião, é mesmo. Não é um processo fácil, e pode até não ser agradável, mas é recompensador. Parece um quebra-cabeça sendo montado, e a figura que se forma somos nós.

Conhecer-se poupa de uma experiência nada boa chamada decepção, quem nunca se decepcionou consigo mesmo? Quem já chegou a desrespeitar seus limites - sejam físicos, mentais, emocionais - e se machucou tanto que as cicatrizes voltimeia sangram.

Quem não se conhece sempre terá decepções consigo mesmo, sejam pequenas e bobas ou enormes frustrações. Claro que há situações [quase] impossíveis de prever, que só ali, na hora, no calor do momento tomaremos uma decisão.Um exemplo dessas situações é: Você foi seqüestrado(a) e sabe que quem fez isso irá te matar, só há uma chance de se livrar disso, matando o seqüestrador. Você o mata?

Sim, é uma situação meio 'Jogos Mortais', mas não deixa de ser uma possibilidade. Ainda mais em tempos em que ser assaltado é tão comum quanto trocar de roupa.

Outro fator importante é a auto-estima. E nós, adolescentes, sabemos bem disso! Entre as crises existenciais, as relações de amor e ódio próprio, sentimos uma necessidade ardente: o autoconhecimento. É a época em que a personalidade se forma, que nos conhecemos (ou deveríamos), que decidimos se gostamos disso tudo ou não.

Para alguns pode parecer bobo, mas a relação entre auto-estima / autoconhecimento é bem lógica, afinal como estimar algo que não conhecemos, no caso, nós mesmos. Como saber se gosto disso ou daquilo se nunca experimentei? Se conheça e se ame (ou se odeie!).

A questão que me fez escrever não foi dita ainda, eu, como boa adolescente e uma futura-possível-bruxa, sempre senti necessidade de me conhecer, de entender minha luz e minhas sombras, de entender meus muitos eus, meus vários contrastes. Meu foco sempre foi meu interior: alma, mente, coração.

Esses dias, em uma fase 'menininha', pensando em coisas como cores que combinam comigo (fisicamente), cores e truques de maquiagem para o meu rosto e coisas nesse sentido, me deparei com perguntas que me fizeram parar para pensar. Eram perguntas como: olhos pequenos ou grandes, juntos ou separados, boca bem desenhada ou sem definição, lábio superior maior ou menor, pele seca, mista ou oleosa.

Percebi uma coisa, que eu até diria ser estúpida, mas é importante. Eu, sempre tão preocupada em me conhecer, não sabia, sem olhar no espelho, o tipo dos meus olhos.

Eu sei que tenho nariz grande, boca fina, sobrancelhas vastas, olhos castanhos escuros com um desenho que gosto, mas não sabia muito mais que isso.

Parei para pensar, como posso conhecer meu interior se não sei nem como é minha 'casca'? Não sabia meu tipo de cabelo (misto), nem minha pele (também mista), e ainda não sei definir minha cor de pele, sou clara, mas não completamente branca (vide atrizes americanas rs).

Pensando nisso tudo agora, acredito o autoconhecimento deva ser de fora para dentro, mas o fora não é o mundo, mas o corpo. Conhecer o corpo pode e deve ser uma das fases do autoconhecimento.

Alguém mais espiritual poderá dizer que e o corpo morre, mas a alma não, logo ele não é você. Mas ele não morreu ainda, e saber viver o agora é importante também, conhecer-se é importante, e meu corpo, momentaneamente, sou sim!

Antes de 'me jogar' em uma meditação, vou me postar frente ao espelho e saber quem sou eu.E vocês, como lidam com essa questão de autoconhecimento?

sábado, 8 de março de 2008

Desculpas, Projetos e Selos!

Já pedi desculpas no CriaRecria, mas nunca é demais, né? rs
Quem acompanha esse blog aqui sabe que esse ano estou cheia de projetos , e foi um desses projetos que fez com que eu me afastasse durante essa semana dos meus blogs e de comentar nos blogs que leio. Só para constar no autos, eu não tenho comentado muito, mas tenho lido, viu gente?!

Aproveito o assunto para pedir para vocês coloquem feed nos blogs!!! Eu tentei adicionar todos os da minha lista lateral (todos valem a pena, confiram!) no meu feed (é, agora eu também tenho isso rs), mas só alguns tinham, fiquei triste!

Voltando aos projetos, como foi um dos meus objetivos desse ano que me fez sumir decidi colocar aqui em que passo estou com cada um:

1. CriaRecria: Adorando ele, adorando o retorno que ele tem me dado!! Muito feliz mesmo com ele.

2. O site Batida Zero (da empresa do Alex, meu lindo) já está com o layout pronto, mas falta o conteúdo, o que acredito que faremos (eu e ele) esse final de semana. Mas quem quiser já conferir como provavelmente vai ficar e dar sua opinião, sinta-se a vontade!

3. Meu portfólio on-line! Que foi o que me prendeu esse semana, ainda faltam alguns ajustes, mas está quase pronto. Talvez eu mude as cores, e alguns detalhes, mas o layout vai ser o mesmo. E logo logo estará pronto e então, será só adicionar mais trabalhos. Mais uma vez quem quiser conferir e opinar!
Não consegui [ainda] um domínio próprio, e acabei tendo que fazer meio que nas coxas, mas estou feliz!

PS: Fazendo também o portfólio manual.

4. O blog/ site vai ter que esperar mais.

5. Com o Batida Zero e meu portfólio estou aprendendo a criar sites, pretendo fazer cursos, mas por enquanto vou me virando e aprendendo na raça, como diria meu pai.

6. Esse post também está mal escrito, mas percebam que diminuiram (um pouco..rs) os parênteses! rs

7. Em andamento! rsrs



Selos, muitos selos!

Vocês não tem noção de como estou feliz!
Durante o meu sumiço recebi nada menos que 3 selos, fora o do CriaRecria, sim! Três selos só para o Sangue, Rosas e Vinho tinto, que nem se pretende tanto...rs
Vamos aos selos:

Recebi da querida, Fabíola Weykamp, esse selo e fiquei ainda mais feliz (já estava com o último selo que ela me deu) de saber que o SRVT (Sangue, Rosas...) não sai da cabeça dela! Por dois motivos, 1. Que o dela também não sai da minha! E porque oôo cabecinha boa, gente! Leiam os textos dela e entenderão!
Repasso-o para os blogs:

- Doces Deletérios (Lizzie Pohlman)

- Templates para Você (Áurea)

- Via Paralela (Arthur Silva)




Recebi do Arthur Silva, esse selo, que também me deixou muito feliz! Ele é realmente uma mente iluminada, tanto que me assustei ao saber da 'idade' do blog dele, novissímo gente, mas com cara de gente grande! Então, não percam essa novidade virtual e confiram o Via Paralela!
Passo para os blogs:

- Epílogo (Fabíola Weykamp)

- Devaneios, Sonhos e Loucuras (Camilla)

- Aukimia (Áurea)

- Literatura Vil (Leon K.)



Recebi esse selo da Áurea, que, para quem não conhece, é uma das grandes mulheres da blogosfera (nunca sei escrever isso), com seus blogs cheio de utilidades, informações e de templates lindos. (Sim, blogS, no plural, porque ela tem blogS, rs, linkei o perfil dela para vocês poderem aproveitar todos, ok!)

Unsettled-Thoughts (*Lusinha*)

Microship (André)

Epílogo (Fabíola Weykamp)

É isso, gente! Selos agradecidos e devidamente repassados, só não deu para dar mais dos blogs 'indicados', mas confiram e verão que não recomendo nada por recomendar!

Até o próximo post!!

[EDIT] Parabéns para nós, mulheres! [/EDIT]

[EDIT 2] Só hoje percebi que não tinha linkado nem meu portfólio nem o site do Batida Zero, mas já resolvi isso e agora sim, quem quiser pode conferir! [/EDIT]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

E agora, cubanitos?

Nunca achei que viveria para ver isso.
Apesar de que fazendo as contas, só não veria se eu morresse muito nova, mesmo que ele morresse muito velho. Mas enfim, a questão é, alguém já pensou em Cuba sem o tio Fidel? Porque eu não.
Sinceramente nunca consegui ter uma posição definida a essa ilha do Caribe, essa coisa de não abaixar a cabeça para o Tio Sam e coisa e tal sempre me admirou, mas houve tanta coisa que também me deixou triste, que sempre fui dividida e já declarei algumas vezes que só decido se acho bom ou ruim quando eu puder ver e sentir como é por lá.

Para quem ainda não sabe, se é que alguém não sabe, Fidel renunciou a presidência depois de 49 anos no poder de Cuba, foi ontem (18/2) em uma carta publicada em jornal estatal, o Granma.

E agora, como é que fica Cuba? Bom, já se sabe que entra um novo Castro no poder, o irmão de Fidel, Raúl (sim, senhores, tem acento!), assume a presidência. E mais uma vez, sendo sincera, não entendi a coisa do Parlamento e da eleição. Não se fala em outros nomes além de Raúl, talvez porque sejam muitos nomes, ou talvez porque a eleição seja apenas para o parlamento e não para a presidência. Ah, Cuba me confunde! Se alguém souber onde encontro essas informações, eu agradeço. E antes que digam “Google”, já estou procurando lá.

O mais interessantes dessas “mudanças mundiais” são o que as pessoas [importantes] falam sobre elas, vamos ver algumas:

“Renúncia de Fidel pode ser início para democracia” diz Bush
Só falta, né? Os estadounidenses vão agora tomar em uma missão de paz levar a guerra democracia e coca-cola permitir o comércio com Cuba. Eu me surpreendo com a bondade do Tio Bush, ele é um anjo, gente!

"Espero que deixem Cuba tomar suas próprias decisões políticas sem interferência externa. Muito depende da atitude que os EUA tomarem", disse Davidson

Traduzindo a fala do membro da comissão multipartidária do Parlamento britânico, “Tomara que o Bush (ou o próximo presidente) não seja idiota de, novamente, achar que é o juiz do mundo e ir lá ‘salvar’ Cuba.”

"Acho que é importante o processo acontecer de uma forma mais tranqüila. O grande mito continua. Fidel é o único mito vivo da humanidade. O Brasil está satisfeito que seja assim, e não em um sistema turbulento. Eu tenho um profundo respeito ao povo cubano, que acho ser o mais politizado do mundo. Raúl está preparado", disse Lula.

Realmente, Fidel é o único mito vivo (Osama Bin Laden não conta, gente!) e, por mais erros que tenha cometido (se é que cometeu tantos assim) sempre o verei com admiração e respeito, em grande parte, por ter lutado ao lado de Che, ‘o herói socialista capitalizado’.

Agora, só nos resta esperar, e torcer para que nenhum país de primeiro mundo (quem será, né?) meter o bico onde não é chamado, que as conquistas de Fidel sejam mantidas e seus erros corrigidos!

Sua vez, o que acha de Cuba? De Fidel? E o que espera do futuro?

Carta de Fidel

Bush disse

Já a Europa




Mais um selo!



Sim! Ganhei mais um selo!! Eeee!!!
Agora foi a querida Fabíola Weykamp que me deu essa honra com o seguinte comentário:

Adoro esse blog, traz diversas informações, temas polêmicos e texto repletos de sentimentos. É um blog muito bom sim senhora!

Só tenho a agradecer! Outro selo e recebido novamente de uma pessoa que admiro muito, confiram os textos dela e deliciem-se! E claro, tem passar o selo pra frente!
Vamos lá:

*Lusinha* do Unsettled Thoughts:
Textos mais que bem escritos recheados de sentimentos e emoções! Entre e aproveite!

Thatiana do Laço do Infinito:
Blog de variedades, e isso que é o mais legal, tem dia que é sobre a vida da autora, outros notícias do mundo, dicas de livros e filmes, além de mostrar a vida de uma pessoa que trabalha embarcada (em uma plataforma do Petrobrás!). Conheça!

Vitória do Lençol de Cetim:
Contos e poesias maravilhosos e criativos, escritos de uma forma que me dá inveja rs. Precisa mais? Confira!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Pós-Carnaval e Projetos 2008

Odeio sentar na frente da tela e não saber como começar, já escrevi algumas palavras, mas leio e: Shift + Home -> Delete. Agora não vou apagar não, tenho que começar de algum jeito e não gosto da tela branca!

O carnaval? Foi bom! Mudança de planos (o que é normal para gente, né, Alex?) e a via-não-tão-sacra-assim decidiu não passar por São Luis do Paraitinga, e o carnaval foi no litoral mesmo! Todos sabemos que só teve sol nos dois primeiros dias de folia, não é? Adivinhem! A gente foi para Ubachuva no domingo a tarde, quando o sol já tinha decidido não dar mais o ar de sua graça. Para ajudar, meu amor passou mal (não foi ressaca! rs). Mas fora esses detalhes, foi legal: churrasco, cerveja e baralho. Com direito a lembrar de como era jogar bola (na praia, fato inédito) e chutar o ar! E a jogar frescobol (assim que escreve isso?), claro que mais rimos do que jogamos. E eu só ca uma vez, fato inédito também!


Passou a maior festa brasileira, começou o ano! E eu começo junto! Segunda começam as aulas da faculdade, matar saudade das meninas! Eee!!!
Vi o cronograma de aulas no site, e se estiver certo, parece que só terá uma matéria legal, Redação Publicitária, mas veremos!
Comprei o caderno, avaliei a capa, as folhas, a pasta de papel dentro e o separador de matérias, me arrependi por não ter avaliado também os adesivos, mas tudo bem! É bonitinho! Só que é muito rosa!!! Eu queria um roxo com borboletas, mas tinha caveiras! Ou seja, desenhos sem nenhuma ligação! Sinceramente eu acho sem sentido, então, comprei o rosa da Capricho mesmo, meio patty, mas eu sobrevivo!
Engraçado é ver eu (18 aninhos) e minha irmã (24 aninhos) na loja escolhendo o caderno, duas crianças! rsrs..."A capa é bonita, mas a folha é muito feia!" "Tem glitter, pow!" "Esse é legal, a folha é bonita, mas olha isso, cheio de caveira, deixa quieto!". Só faltou a moça da loja pergunta, se a gente tinha certeza que tava na faculdade! Minha irmã levou um bloco de fichário do Pequeno Ponêi (que não é assim que escreve), que é muito lindo! As folhas são roxas! E um caderno das Fadas, já viram? É muito lindo, preferia sem aquele brilho todo, mas é muito lindo!

Quanto conteúdo, mais de 10 linhas para falar de caderno!

Mudando para um assunto um pouco mais...anh...sério!
Esse ano vem para mim cheio de projetos! Projetos necessários, na verdade! Vou enumerá-los.

1. O CriaRecria que já falei em outro post, um blog com templates, dicas e tutoriais - Comecei com ele no na virada do ano praticamente, e tô gostando muito! Os resultados no Google Analytics têm me agrado para esse quase um mês de vida dele!

2. O site da empresa do meu amor. Já está em andamento, mas ainda não pôr o link aqui não, porque não sei ainda se continuarei com a mesma idéia inicial.

3. Meu portfólio on-line. Preciso urgentemente de um portfólio, onde já se viu uma publicitária sem 'case'? Mas não tenho muitos trabalhos, e não gosto de fazer nas coxas! Para mim não adianta pôr alguns trabalhos mal-feitos, tem que ser bem feitinho!
E é a isso que vou me a isso dedicar também! Claro que o site do Alex vai pro portfólio e, talvez, o CriaRecria também, nem que seja só a criação da marca.
Ah, também quero um domínio meu para pôr, me recuso a colocar um portfólio no Blogspot!

4. Um site/ blog com assunto já determinado, mas que porém vou esperar mais um pouco para contar!

5. Aprender a fazer sites de verdade! Eu tenho uma noção mínima, mas eu quero saber de verdade! Vi uma seleção de uma agência esses dias e os programas era: Photoshop, Dreamweaver, Flash e Corel Draw. Tenho que aprender a mexer com eles!
O PS eu já mexo, falta os outros três (só?).

6. Criar uns posts melhores para cá, porque o postinho mal escrito esse, viu? E também parar de usar tanta pontuação ("!?!?") e menos parênteses, meu texto fica muito poluído!

7. Levar a faculdade mais a sério, muito a sério! Totalmente a sério! E me tornar uma publicitária decente!

É isso, gente, post longo e sem conteúdo, se você teve a coragem de chegar até aqui, parabéns e obrigada!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Auto-retrato da cegueira

Estúpida criança desconhecida!
Sempre perdida em seus pensamentos
Tola criança silenciosa, afinal,
por que cala-se até para mim?

Pudera eu ver teus pensamentos com clareza!
Com a clareza inexata das coisas inexistentes.
Mas brinca de esconde-esconde entre as lembranças,
E de pega-pega com as tantas influências.

Ah, criança, ainda há esperança aqui,
Espero ainda descobrir o que queres.
Quem sabe até saber suas reações!
E por que de suas decisões,
E desse silêncio tímido que te recobre.

Talvez um dia, quem sabe, eu até possa
Decifrar esses tantos sentimentos que jorram de ti,
Saber com certeza se chora ou se ri,
E que motivos te trouxeram aqui.

Ah, doce criança, às vezes faz-me tanta falta,
Era tão simples quando eu era só você.
Quando só queria a casa de boneca...
E sonhávamos com o queríamos sonhar,
Sem a preocupação do realizar.
Tudo podíamos, tudo tínhamos!

Mas, e agora, como faço para te recuperar?
Para preencher esse vazio fundo em que me perco
Quando você foge de mim?
E para arrancar essas malditas rosas que teimam enraizar,
Cravando-me seus longos e quentes espinhos....

Inocente criança, você é a guardiã,
Sim, eu sei, você tem a chave,
A chave para todos esses segredos...
Mas como...como te encontrar?

Me pergunto, agora, é você?
É você que está aqui...
Quando a esperança me invade,
Quando faço graça e sorrio...
Oh, sim, bela criança dos olhos negros...
É você...

Tenho medo, minha pequena...
Medo de me perder em mim,
Medo de te perder daqui...
Medo de perder a esperança
Presente em tua lembrança...
O que eu tenho, garotinha, é medo de crescer...
E te esquecer...

Ah, minha tola criança,
Você conseguiu o que poucos podem,
Você me fez sentir os olhos marejados,
Sim, linda criança, por ti, quase...
Chorei...



(Roberta - 4/10/05)

Acho que nunca postei um poema meu nesse blog, decidi postar hoje, esse é um dos que eu mais gosto, apesar de ser meio comprido.
Vou aproveitar para atualizar algumas coisas:
1ª Atualização
Eu ganhei um selo, gente! Sim, sim, eu ganhei um selo, lá lá lá!
Para quem tá se perguntando "E daí? Grande coisa", é o primeiro selo do Sangue, Rosas e Vinho Tinto, tá? Então eu tenho direito de ficar feliz e orgulhosa!
Recebi o selo da Ana Vitória do Lençol de Cetim! Muito obrigada mesmo, moça! É uma honra recebê-lo de você, sempre admirei eu jeito de escrever desde o Doces Devaneios.


E eu repasso o selo (que elas já devem ter recebido, mas deixo como uma forma de homenagem) para:
1. Doce Deletérios
Já sou fã declarada e de carteirinha!

2. Epílogo
Que conheci a pouco tempo, mas me chamou muito a atenção! E que assim que eu tiver um tempo vou ler todos os posts do blog!

3. Florescer
Por que adoro as fotos de flores e as palavras dela!

2ª Atualização

A Ariane teve uma ótima iniciativa e criou o Observatório, onde blogs 'anônimos' (ou quase), mas que não fazem parte das listas e rankings mais comuns podem divulgar seus posts (post, gente, não blog inteiro, viu?). Aliás, o post passado tá lá! Fiquei 'pouco' feliz! rs
Como? Envie um post seu com uma frase resumindo ele, se escolhido ele fica na página inicial por 24 horas e no arquivo. Se ele receber muitos cliques nesse tempo, e for o mais clicado da semana, recebe destaque na coluna.
Não perca tempo e mande seu link!


Acho que isso, um post mais para atualizar mesmo. Já que nos próximos 4 dias acho que não vai dar para atualizar (Eee Carnaval!), eu e meu amor vamos praticamente para uma Via-Sacra (Não tão sacra assim), Ubatuba-São Luis do Paraitinga-Taubaté! (Não necessariamente nessa ordem)
Então, bom Carnaval para todo mundo, aproveitem a festa sem moderação - ou o descanso, para quem não gosta - mas moderem na bebida! Nada de volante e bebida, criançada! E muito juízo, viu?

Até semana que vem!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Melhor prevenir do que remediar!

Falando de um assunto sério agora, para variar um pouco.

Vi ontem no Fantástico (salve a cultura inútil global!) uma matéria que me deixou com a sensação de estar vivendo dentro de um filme* ou livro**, ou ainda, como uma das entrevistadas comentou, de volta aos tempos da 2ª Guerra Mundial, onde o tio Hitler pintou e bordou com a vida de milhares de pessoas inocentes.

O que me chocou tanto? Foi isso:

Alguns pesquisadores brasileiros decidiram mapear o cérebro e o DNA de detentos da Febem Fundação Casa, para descobrir se a violência vem de algo fisiológico ou se é apenas reflexo da vivência do jovem.
A proposta gaúcha nem bem foi lançada e a polêmica já começou, a oposição acredita que isso seja falta de respeito com os jovens que não são ratos, nem macacos e que isso pode acabar originando um preconceito com algumas características, como ocorreu com as pesquisas de Cesare Lombroso.
Tirando o fato de que se fossem animais a pesquisa também não seria ética, a oposição, ao meu ver está mais que certa.
Nenhuma descoberta real ainda foi feita, mas já há várias suposições, entre elas que o cérebro da pessoa violenta tem partes atrofiadas, com tamanho menor, e isso o torna mais suscetivo aos instintos. Digamos que estejam certos, o que sinceramente acho difícil, e que a pessoa nasça com esse "sinal violento", quanto tempo demorará para que recém-nascidos passem por exames para definir seu "perfil". E as crianças que tenham isso, o que será feito com elas? Medicação, tratamento e o que mais?
Não seria essa uma nova característica, logo um novo preconceito? Uma nova eliminação nos processos seletivos escolares e profissionais?
Você pode dizer que estou olhando longe demais, que se isso acontecer demorará anos e anos, mas isso é o início de tudo, essa pesquisa e várias outras que já estão sendo feitas ou apenas planejadas.
Quantas pessoas poderão sofrer as consequências futuras dessa pesquisa? Quantas vezes ouviremos "É melhor prevenir do que remediar" quando examinarem nossos filhos, netos, bisnetos?

Os pesquisadores querem encontrar um "defeito de fábrica", quando o problema é muito mais social do que de saúde. O meio social, a família, a vivência pessoal é muito mais determinante na violência de uma pessoa, claro, que a natureza conta também, mas não é um fator único e, talvez conte menos do que o resto.

Só que se eles encontrarem uma diferenciação, algo que os violentos tenham mais, pode ter certeza que todo resto deixará de contar, e apenas o físico contará. As pessoas com esse "sinal" serão excluídas, de várias formas, tachados de criminosos antes de qualquer crime, e recebendo esse tipo de tratamento se revoltarão e talvez se tornem realmente violentos, "comprovando" a tese.
Nunca fui muito boa em textos sérios, mas é isso, tentei, agora é sua vez: O que acha do mapeamento do cérebro e DNA de criminosos?


* Gattaca – A Experiência Genética, de Andrew Niccol (1997)

[EDIT] Acabei de lembrar que o Fantástico fez uma enquete, se deveria ou não fazer a pesquisa, 90% dos votos foi para SIM. [/EDIT]

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Tentada Para Matar (ou Morrer)

Mês após ela volta para me atormentar, vem sutilmente, não se deixa notar. E pouco a pouco toma conta de mim, do meu corpo, da minha cabeça e, claro, dos meus hormônios!
Sinto uma raiva quase que insuportável, por motivos estúpidos, e minutos depois desato em lágrimas. É sempre assim, uma semana inteira em que as lágrimas ficam fáceis, os olhos pesados e, eu, perturbada.
No verão sempre é pior, o calor me faz suar e ela me faz sentir ondas de ódio. Minha pele quente lhe incomoda, minhas roupas, meu cabelo na nuca, meus movimentos, tudo a incomoda! Conseqüentemente me incomoda! Mas não é um incômodo qualquer, é o pior que uma mulher pode sentir!
A falta de apetite reveza com a fome insáciavel, o desejo perturbador por doces. E logo depois por salgado e, mais doce, por favor! E no dia seguinte, cadê o apetite? No meio do dia, volta a fome. Coitadas das que tem tendência a engordar!
Se alguém olha torto, quero esganar. Se alguém pisa no calo, quero retalhar. Se alguém fala um pouco mais alto, caio em lágrimas! Cinco minutos de ódio, cinco minutos de choro, alguns dias de desespero.
Ela é um amplificador, uma potência, tornando tudo muito maior do que o normal, aumentando cada minúsculo sentimento em uma explosão de sensações. É uma faísca, que acende a dinamite.
O que me incomoda passa a me irritar como a pior coisa do mundo. O que não é o melhor passa a ser intolerável, e o que é melhor passa a ser duvidoso.
Nessa época já não sei de mim, tudo fica mais confuso, não sei responder se sou eu ou se é ela! E quem consegue? Com uma bomba preste a explodir dentro...dentro do útero? Da cabeça? Do coração? Sei lá...
Mesmo assim, mesmo com essa coisa que volta a atormentar todos os meses, vou ter que tomar uma decisão. Não só por mim, mas principalmente para não fazer ele passar por isso de novo, muito menos todo mês. E se vai ter que ser com uma bomba prestes a explodir no meu corpo, que seja, eu me viro. Vamos lá. Vamos pensar...E entre lágrimas e explosões eu tento pensar.
Ainda bem que ela passa, a cólica vem, passa também, e finalmente, vem o sangue. E então, só mês que vem.
Apesar de tudo isso, apesar de volta e meia eu dizer que na próxima vida venho homem, de não entender o que nós mulheres fizemos de tão errado para passar por isso (todo mês), eu amo essa coisa de ser mulher! E você, como lida com isso? Com a TPM, com as cólicas, com a complicação de ser mulher?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

2008 veio mesmo...

...e veio com tudo para mim!
Desculpem a demora para postar, mas essa época de festas tava complicada e para piorar (ou melhorar) eu decidi fazer um site/ blog de “utilidades bloguísticas”! Ainda não está com o conteúdo completo, bem na verdade nunca estará, já que estará sempre sendo atualizado, mas quem quiser conferir já CriaRecria.

Minha virada foi muito boa, bem melhor do que esperava! E completamente diferente do ano passado, quando o Alex decidiu passar longe de mim, o que ainda hoje, escrevendo esse post, me deixa indignada. Mas esse ele passou ao meu lado, e talvez por isso tenha sido tão bom, um dos melhores se não o melhor.
Com direito a violão, smirnoff ice e muito risada...e o melhor de tudo, bem pertinho do mar. E não, não estava lotado como eu temia – temor, aliás, que quase fez com o que eu não fosse – apesar de na hora da volta o trânsito estar um pouco complicado e o carro não ajudar muito, mas deu tudo certo e, na verdade, eu nem me estressei.Foi muito bom receber 2008 ao lado de Yemanjá, e senti-la tão próxima. Era como estar no meio de seres mágicos, Hecate, claro, como a ótima mãe que me é, também estava comigo! E acho que eu nunca me senti tão próxima desse mundo paralelo e com tanta vontade de rezar, de me jogar de cabeça na magia.E foi assim, basicamente, que 2008 chegou para mim: dançando, orando, sorrindo/ rindo. Espero que o resto do ano seja assim também! Para todos nós!

Eu que achei que depois do Reveillon (que eu nunca sei escrever) tudo ia ficar mais sossegado me enganei redondamente, esse fim de semana foi a festa de aniversário de 10 anos do meu priminho em uma chácara, e aqui estou eu, com a cara vermelha e dolorida porque não queria sair da piscina e esqueci de passar protetor. Use filtro solar! E hoje, que era o aniversário mesmo, teve mais um bolo na casa da minha tia, sem piscina, mas com guerra de mamona, que não me deixou marcas, mas tem duas marcas roxas nas costas da minha irmã! Rsrs
Que delícia ser criança!

Ainda hoje, meu pai, que é diretor da rede pública, passou para supervisão. Só que vai trabalhar na cidade vizinha (a que eu estudo e onde o Alex mora), e vai alugar uma casa lá, provavelmente vou para lá também!
Estranho que falei tanto por aqui de parar e refletir, de digerir e tals, mas foi só dia 4 que reparei que não tinha feito isso! Mas já fiz, com muito remorso pela demora, mas fiz e tô fazendo. E você, já fez?

Acho que por enquanto é só! Um post só para marcar presença e contar as novidades, tentarei fazer com que o próximo tenha conteúdo.

Beijos! E que 2008 seja maravilhoso para vocês como está sendo para mim!

PS: Lizzie, desculpe mesmo a demora...como você viu, não foi de propósito! Ótimo 2008, querida!