quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Tempestade



O furacão chegou silencioso, bagunçou um pouco as coisas pelo caminho até aqui, mas foi só quando chegou que pude perceber o tamanho do desastre.
Tirou pouco a pouco as coisas do lugar e, então, tudo estava rodando sobre minha cabeça. Eu não podia respirar, eu mal consegui me mover, meus olhos tinham areia e, não podia ver, meus ouvidos só escutavam o som abafado do furacão.
Faz tanto tempo que ele se aproximava, eu sabia, meu coração sentia, só não admitia. Minha alma ouvia seu aproximar silencioso, mas fechou-se e fingiu que era uma tempestade qualquer, não era. Não é.
Agora estou aqui, no olho do furacão, onde há calma, aquela falsa e plastificada calma, levitando enquanto vejo tudo ao redor desmoronar, todo o pouco que tenho ruir. Quer me jogar ao chão e chorar, correr e fugir, me esconder em um esconderijo seguro longe de toda a confusão, mas o furacão não permite, ele me prende e me obriga a ver tudo, sem poder fazer nada.
Poucas vezes é possível sentir uma brisa suave e calmante que dá um fôlego novo, que enche de esperança e ajuda a suportar, é o que me lembra que depois de toda tempestade vem o sol, não importa quão forte tenha sido o furacão. Porém vez ou outra eu sou só uma folha ao vento esperando ser apenas pó.
No meio disso tudo continuo vivendo, não dá para pausar a vida, nem pedir para que ela espere a tempestade passar.

Eu só preciso de um porto seguro, algo que me prenda ao chão...

4 comentários:

 Fabíola Weykamp disse...

Mesmo que essa tempestade esteja passando diante dos teus olhos e tu te sintas de mãos atadas, sem poder expressar qualquer tipo de reação a não ser um leve sacudir dos ombros,vá até lá pra cima, mesmo que o vendaval queira te puxar, vá com força e permita a tua retirada, e de fora, e mais calma, a confiança tomará lugar da tempestade, o discernimento passará a estar presente na brisa que balança suavemente teus cabelos. Mas pra isso, te permita à calma, abstrai-te desse tormento, e repousa o coração aflito em um colo amigo, e descansa.Quando amanhecer a tempestade já terá passado, e tu juntarás, com paciência, o pouco que sobrou e então, começarás tudo novamente, e quem sabe dessa vez de outro jeito?

Aquieta os pensamentos e conserva-te tranqüi-la, só assim saberás o que fazer, saberás por onde começar.

Um abraço forte!

Alexander disse...

Tempestades vem e vão, não há previsões que digam quando chegará ou não. Apenas temos que estar preparado pra elas. Infelismentes não estavamos. mas após sua partida juntaremos oq sobrou assim podemos nos construir melhor. e assim tentaremos nos preparar para as proximas, pois elas voltaram, em outro lugar ou de outro jeito.

Agarre-se em seu porto seguro...isso te ajudará a não passar mais por tantas tempestades.

Bjo linda.

fica bem!

Arthur Silva disse...

Olá Rô!!!

Tá com um tempinho que não passo aqui! Fico feliz de ver que o blog está sendo atualizado e que você continua com a mesma super sensibilidade com a qual a conhci aqui. Muito bom o texto.

Tempestades são passageiras, acredite, a verdadeira calma e tranquilidade vai chegar. Logo, logo.

Beijos.

Camilla disse...

Estou esperando o meu sol, muitos me disseram também que sempre após a tempestade ele surge. Muitas vezes ele começa a despontar, mas logo se esconde novamente. O furação também passou por aqui, levou muitas coisas boas e deixou muitas coisas ruins, outras ele nem tirou do lugar.
Até agora não consegui me recompor, mas eu sinto que tudo vai melhorar. E espero o mesmo pra vc!

Bjos...
=)