Já abri os olhos e soube que tudo que eu tinha medo de encarar era realmente tudo aquilo que eu era. Tudo que eu nasci para ser. Hoje, volto a abrir os olhos, e continuo sabendo disso. Mas o medo de encarar continua aqui e, não adianta eu achar que não, eu tenho medo. Medo do que dizem, medo do que pensam, medo de estar errada, medo de errar. E não adianta o quanto eu diga que sou só uma curiosa, ou só uma estudante, eu sei que sou mais que isso. Não dá para renegar: eu sou uma bruxa. Com todo o peso da palavra, com todo o lado negro que eu entendo por isso. Não adianta mais fugir para trás dos livros, da teoria, é hora de me despir dos medos, das vergonhas e me assumir. Hora de cuspir o máximo da hipocrisia que trago no peito e que me sussurra: "Será que é tudo verdade?". Chega de desconfiar do que eu sei, de simplesmente dizer que acredito, é hora de simplesmente viver, de fazer que a crença teórica que carrego no peito se torne real. De acreditar que com um pensamento eu p...