terça-feira, 22 de março de 2011

Para não esquecer

Calou-se o riso estampado em grito.
Foi a vida achegou-se a morte.

O rosto inerte, natureza morta.
Arte em pele exibindo a sorte.

Veio o vento, agridoce gosto,
passou a sombra registrando o corte.

Abriu os olhos para rubra cena,
Inebriou-se perdendo o norte.

Enojado foi-se sem ajudar:
o sangue não tirou do amigo, o porte.

1 comentários:

Fabíola Weykamp. disse...

Um mês depois desse teu escrito poético, meu pai faleceu, Rô.
E eu estou lendo teu poema agora. E tudo voltou em minhas lembranças. Aquela madrugada de despedida, o não poder ajudar... meus sentimentos registrado na melodia do teu eu-lírico. Peguei tua canção para mim....