quarta-feira, 18 de abril de 2012

Liberdade



Silêncio.
Escuridão.
Monstros escapando do armário. Histórias sendo tecidas ao contrário.
Medo.
Algo que se prende na garganta. Impede o ar de me curar.
Concentra. Tem vida aqui. Respira. É só
imaginação. É só?
Deixa os monstros virem para a luz. Deixa. Eles não são tão feios quanto se pinta.
Encara a sombra, ela é irmã da luz. Ilumina os cantos. Vem, vem comigo.
Agora somos só nós. Você e eu. Mas sempre foi?
Esquece as máscaras, vem se mostra. Se entrega.
Deixa para lá e me dá a mão. Essa mão que sangra o compromisso.
Desfaz a aliança, joga fora o pedido. Vem, estamos livres de nós mesmas. 

1 comentários:

Jorge Ramiro disse...

Quando eu era pequeno eu achava que tinha um macaco escondido dentro do meu armário. E, de fato, uma vez minha mãe abriu a porta do armário e viou um macaco que vivia com sua família no armário. Agora, o maior macaco é velho. Não pode trabalhar mais. Ele trabalhava em ums restaurantes em perdizes. Mas agora ele está aposentado. Nao sai do armário.