terça-feira, 29 de setembro de 2009

O encontro

Havia paz naquele sorriso calculado, uma paz incômoda, quase que pertubadora. Não era hora de um sorriso daqueles, se ao menos fosse um sorriso cruel.
Os olhos sorriam junto com os lábios, e brilhavam com tanta vida que era difícil acreditar que encaravam a morte de tão perto.
E a morte chegava cada vez mais perto, seu cheiro impregnava o ar, o vento uivava ao desviar, temente, da foice. Os passos se aproximavam e o sangue escorria sujando o asfalto.
Levou alguns instantes até que a morte chegasse e todo sangue escorresse. Foi quando os olhos brilhantes alcançavam os olhos frios e negros da morte.
O sorriso pacifico foi se transformando em êxtase, agora o prazer podia ser lido na face daquele, que, a pouco, havia tirado a vida de alguém, só pelo prazer de encarar a morte.

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